PLÊIADES, 2020 – MANTA ASFÁLTICA LÍQUIDA SOBRE TELA /LIQUID ASPHALT ON CANVAS. 100cm Ø
FOTO DE/ PHOTO BY EDOUARD FRAIPONT
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FOTO DE/ PHOTO BY FILIPE BERNDT
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Desde os tempos pré-históricos percebe-se o cosmo como ferramenta para a medição do nosso tempo e do nosso espaço. E o calendário é fundamental para se entender a capacidade de subsistência de uma população.

 

Não bastava saber onde e como obter alimentos. Era preciso definir também a época apropriada para cada uma das atividades de subsistência. Esse calendário era obtido fundamentalmente pela leitura do céu.

 

As Plêiades sempre estiveram conectadas ao calendário agrícola dos mais variados povos, por culturas de todo mundo ao longo da história.

 

Tembés do Norte do Brasil, Gregos, Persas, Maoris, Maias, Tupinambás,  Astecas, Chineses, Babilônios, Guaranis, e Japoneses. O que de fato se evidencia, é que essa constelação marca particularmente o início e o fim de ciclos importantes de plantação, colheita, caça e pesca, para cada canto do planeta. Seja a vinda da estação de chuva, a chegada do inverno, ou a simples proximidade do verão, é sempre interessante observar que culturas diferentes, habitando regiões distintas e vivendo épocas desencontradas, utilizaram as Plêiades como ferramenta de mensuração do tempo.

 

O aglomerado das Plêiades é estimado em mais de mil estrelas, dentre as quais quase cem são visíveis com telescópio. No entanto, nove se avistam a olho nu desde qualquer lugar da face da Terra ao longo do ano.

 

O nome dessa constelação tem origem na mitologia grega. Conta-se que Zeus condenou o titã Atlas a sustentar o peso do planeta em suas costas. Desde então as sete filhas de Atlas com Pleione, compõem junto a ele o um dos aglomerados de estrelas mais próximos da Terra.  

 

Em Plêiades o aglomerado está representado com manta asfáltica líquida sobre tela, através de um vasto grupo de insetos. Nove baratas ligam-se de modo a caracterizar as nove estrelas principais que compõe a constelação, sendo elas: 

 

Atlas, Pleione, AlcíoneAsteropeElectraMaiaMéropeTaigete e Celeno.

Em suma, a tela de um metro de diâmetro serve de suporte para o material de origem fóssil se encontrar com o universo, através do grupo de animais mais diversificado e próspero existente na Terra: os insetos.

 

 

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Portuguese pavement is generally composed of black and white limestone stones of irregular sizes and formats that exhibit several possibilities of decorative patterns. Patterns commonly seen on the pavements of Portuguese cities are also found in other Portuguese-speaking countries, former colonies of the then-Portuguese monarchy. In the case of the Brazilian metropolises, it is no different: some of the country’s oldest public pavements exhibit an array of familiar and com- plex decorative patterns.

With interest renewed within Brazilian modernist architecture, the Portuguese pavement has affirrmed itself in national public and private urban spaces in an undeniable and irreversible way.

This work portrays an ironic and paradoxical attempt to use carvings on post-colonial pavement to recreate the Effigy of the Republic, the same one printed on banknotes of the Brazilian real.

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FOTO DE/ PHOTO BY FILIPE BERNDT
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FOTO DE/ PHOTO BY FILIPE BERNDT
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