O CÂNONE, 2013  PARA-RAIOS E TINTA NANQUIM /LIGHTNING ROD AND INDIA INK. VARIÁVEL / VARIABLE
_PORT
Um para-raios é instalado de ponta cabeça dentro de uma sala.
Esse para-raios se volta para uma poça de tinta nanquim construída no chão, que se torna espelho dessa situação.
A instalação quer atrair do chão a energia que viria normalmente do céu. Parece, portanto, querer atrair a energia desse espaço específico, que é tradicionalmente um espaço da arte. Seria essa manobra uma vontade de absorver toda uma energia acumulada por esse espaço para a existência da própria obra?
Ao mesmo tempo, a poça de nanquim reflete o espectador na ponta superior do para-raios, em sua posição habitual. Assim, aquele que observa a obra fica no ponto de recepção da energia. Esse seria o esquema para a arte, no meu ponto de vista: uma troca de energia entre a obra, o espaço que ela ocupa e quem olha.
O Cânone é uma definição de jogo na experiência da arte. É um circuito onde cada parte é fundamental para a ocorrência de um trabalho de arte.
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FOTOS DE/ PHOTOS BY EDOUARD FRAIPONT
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A lightening rod is placed upside down in a room. The lightening rod faces a puddle of China ink on the floor, which acts as a mirror that reflects the situation.
 
The installation seeks to attract energy from the floor that would normally come from the sky. It, thus, appears to want to attract energy from what is traditionally an art space. Could the maneuver express the work’s desire to absorb all the energy accumulated in the space for its own existence?
 
Also, the puddle of ink reflects the spectator on the tip of the lightening rod in its original position. That way, those observing the work are placed at the energy receiving point. That is the art’s plan: the exchange of energy between work, space and spectator.
 
The Canon suggests the game that goes into the art experience. It’s circuit in which each part is a fundamental piece in the work’s existence.